Mais de 30 mil pessoas acompanharam o show de Alexandre Pires na noite deste domingo, 19 de julho, nas areias da Praia Central de Balneário Camboriú. A apresentação, realizada no Pontal Norte em comemoração aos 62 anos do município, durou mais de duas horas e não teve ocorrências registradas, segundo a Prefeitura.
O grupo Sem Abuso abriu a programação com repertório de samba e pagode. Na sequência, Alexandre Pires apresentou o projeto “Pagonejo Bão”, que reúne os dois gêneros populares que marcaram sua formação musical: o pagode e o sertanejo. O cantor também relembrou sucessos de diferentes momentos da carreira.
Morador de Balneário Camboriú há três anos, Alexandre afirmou que a criação do projeto nasceu da relação com os estilos musicais presentes em sua região de origem, Uberlândia, no Triângulo Mineiro. O artista também destacou o vínculo construído com o Litoral Norte de Santa Catarina, onde viveu durante 12 anos em Itapema antes de se mudar para BC.
“Eu sempre gostei muito de Balneário Camboriú, gostei tanto que hoje eu vivo aqui. É uma cidade que acolhe, um povo que me recebeu de braços abertos. Antes, eu vinha para cá passear, e hoje eu vivo aqui”, declarou.
Um dos momentos mais marcantes da noite ocorreu quando o cantor interrompeu a apresentação para ajudar uma menina de 9 anos que havia se perdido da mãe na multidão. A criança foi levada ao palco, e o anúncio permitiu que a família fosse localizada em poucos minutos.
A mãe, Viviane de Sousa Melo, contou que havia orientado a filha a procurar policiais ou profissionais da segurança caso se perdesse. Após perceber o desaparecimento, ela buscou ajuda e foi conduzida até a frente do palco para reencontrar Emanuelle.
“Quando eu falei com o policial, que já estava em prontidão para ajudar, automaticamente já falaram no palco e a gente veio até aqui na frente. Foi muito rápido. Graças a Deus, tudo certo”, relatou.
A prefeita Juliana Pavan destacou o esquema de segurança montado para o evento. A estrutura contou com agentes da Guarda Municipal, Polícia Militar, BC Trânsito e Corpo de Bombeiros, além de seguranças privados e recursos tecnológicos.
Um drone autônomo em fase de testes operacionais foi transferido para o Pontal Norte e realizou voos programados durante o show. As imagens foram transmitidas em tempo real para a Central de Operações e utilizadas para acompanhar a concentração e a movimentação do público.
O equipamento atuou integrado ao projeto Smart BC. Um totem com quatro câmeras inteligentes foi instalado na área do evento, com recursos de análise de imagens, reconhecimento facial e leitura automática de placas de veículos. Segundo o município, a tecnologia pode auxiliar na identificação de pessoas procuradas pela Justiça e de veículos vinculados a crimes ou restrições.
Os agentes de trânsito atuaram na organização da mobilidade durante toda a programação. A Avenida Atlântica permaneceu interditada das 17h às 22h entre a Rua 1901 e a Rua Miguel Matte.
O evento também contou com uma área acessível de aproximadamente 100 metros quadrados, instalada próxima ao palco e ligada por um deck. O espaço foi destinado prioritariamente a cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida.
Zana Guerra, de 43 anos, veio de Florianópolis e acompanhou a apresentação na área reservada. Ela afirmou que foi a primeira vez que conseguiu assistir a um show tão perto do palco e elogiou a estrutura de acessibilidade.
Logo após o encerramento da programação, cerca de 60 profissionais da Secretaria de Obras e da Ambiental iniciaram uma operação de limpeza na Avenida Atlântica, no calçadão e na faixa de areia.
Na praia, o recolhimento foi realizado manualmente para evitar riscos às pessoas que ainda permaneciam no local. A Avenida Atlântica recebeu varrição, lavagem com caminhão de esguicho direcional e limpeza profunda com dois caminhões hidrojato.

