A fase preparatória para o desassoreamento do Rio das Ostras começou nesta quinta-feira, 30 de julho, com a coleta de água e sedimentos no Bairro da Barra, em Balneário Camboriú. Os levantamentos ambientais antecedem a chegada das máquinas e da draga que serão utilizadas na intervenção.
O trabalho é realizado por técnicos da Acquaplan Tecnologia e Consultoria Ambiental, que analisarão as condições físico-químicas do rio. A etapa deve durar aproximadamente 30 dias e integra os programas ambientais previstos antes do início da retirada dos sedimentos.
Os resultados serão utilizados nos procedimentos junto ao Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina e servirão como parâmetro de comparação para o monitoramento da qualidade ambiental durante e depois da obra.
Os primeiros dias após a emissão da ordem de serviço serão destinados às coletas, à obtenção das autorizações necessárias e à mobilização das empresas contratadas. O cronograma foi apresentado aos moradores durante uma reunião realizada na terça-feira, 28 de julho, no Bairro da Barra.
Paralelamente às análises, a BMB Comércio e Serviços, responsável pelo desassoreamento, iniciará a instalação do canteiro de obras e a preparação do local onde será recebido e manejado o material retirado do rio. Depois dessa etapa, serão mobilizados os equipamentos e a draga.
A intervenção abrangerá 825 metros do Rio das Ostras, entre as pontes das ruas Adaci Santos Gomes, nas proximidades do CEM Dona Lili, e Emanuel Rebelo dos Santos, em frente à Escadaria dos Pescadores.
A estimativa é retirar 5.710,91 metros cúbicos de sedimentos por meio de dragagem por sucção e recalque. O serviço não deverá modificar o curso do rio e tem como objetivo recuperar sua capacidade hidráulica e melhorar o escoamento da água.
A obra receberá investimento de R$ 2.443.800, com recursos da Empresa Municipal de Água e Saneamento. Desse valor, R$ 1,5 milhão corresponde ao contrato de desassoreamento, enquanto aproximadamente R$ 940 mil serão aplicados nos programas ambientais e no acompanhamento técnico.
A execução da dragagem terá prazo de quatro meses. Já o monitoramento ambiental continuará por cinco anos, abrangendo as etapas anterior, simultânea e posterior à obra, com análises da água, supervisão dos serviços, gestão dos resíduos e comunicação com a comunidade.

