A Polícia Civil identificou que o principal suspeito do latrocínio do empresário Alfredo Fraga dos Santos, proprietário da DARF Empreiteira, era um ex-funcionário da vítima que havia sido demitido poucos dias antes do crime em Balneário Camboriú.
Segundo as investigações, Werich Mateus Silva Trindade, de 26 anos, teria planejado a ação após conhecer detalhes da rotina do empresário durante o período em que trabalhou para ele.
O crime aconteceu na manhã desta segunda-feira (11), no bairro da Barra.
Conforme a apuração policial, Alfredo foi surpreendido pelos criminosos na garagem do prédio onde morava, no momento em que saía para trabalhar.
A investigação aponta que a vítima foi rendida sob ameaça com arma branca, colocada dentro do próprio veículo e levada até uma área de mata em Gaspar.
No local, o empresário foi amarrado e morto.
Segundo a Polícia Civil, durante a ação os criminosos também realizaram transferências bancárias utilizando as contas da vítima antes de fugirem com o veículo.
As forças de segurança iniciaram uma força-tarefa logo após o crime, utilizando imagens de câmeras de monitoramento, movimentações bancárias e outras provas reunidas durante as diligências.
As investigações apontaram que Werich havia sido demitido da empreiteira na última sexta-feira (8).
De acordo com a polícia, o suspeito teria utilizado o conhecimento prévio sobre os horários e deslocamentos do empresário para executar o crime.
Após o latrocínio, Werich tentou fugir para o Pará. Ele embarcou no Aeroporto Internacional de Navegantes, mas acabou preso durante conexão em Campinas, no interior de São Paulo, em uma ação integrada entre equipes de inteligência de Santa Catarina e a Polícia Civil paulista.
O segundo investigado, Erick Kaliel Venâncio, foi localizado e preso em Blumenau.
Com ele, os policiais apreenderam a arma utilizada no crime e roupas que teriam sido usadas durante a execução do latrocínio.
Segundo as autoridades, os dois suspeitos confessaram participação no assassinato durante os procedimentos policiais.
O caso segue sendo investigado pela Delegacia de Polícia Civil de Gaspar e pela Divisão de Investigação Criminal (DIC) de Balneário Camboriú.

