Uma denúncia envolvendo a suposta circulação de uma “lista de estupráveis” entre estudantes do campus da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc) em Balneário Camboriú foi encaminhada ao Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) e está sendo acompanhada pela Procuradoria da Mulher da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc).
A informação foi divulgada pela deputada estadual Luciane Carminatti (PT), procuradora da Mulher da Alesc. Segundo ela, a Procuradoria entrou em contato com a direção da Udesc em Balneário Camboriú para obter esclarecimentos e acompanhar as providências adotadas pela instituição.
De acordo com a parlamentar, o episódio já é alvo de uma apuração interna no campus.
“O processo está sob sigilo, sendo investigado e apurado no âmbito desse campus”, afirmou.
Até o momento, não foram divulgadas informações sobre como a suposta lista teria circulado, quando ela teria sido descoberta, quantas pessoas teriam sido mencionadas ou quantos estudantes estariam sob investigação.
Denúncia foi encaminhada ao MPSC
Além de procurar a direção da universidade, Luciane informou que encaminhou o caso ao Ministério Público de Santa Catarina para averiguação.
“Nós estamos encaminhando ao MP a averiguação destes fatos, porque isto é crime e os criminosos precisam ser punidos adequadamente”, declarou.
A classificação da conduta como crime foi feita pela própria deputada. Até o momento, não há informação divulgada sobre eventual enquadramento jurídico definido pelo Ministério Público nem sobre a abertura de procedimento específico pelo órgão.
Também não foram reveladas as identidades de possíveis responsáveis pela elaboração ou circulação da suposta lista.
Deputada cobra apuração e responsabilização
Ao comentar o caso, Luciane criticou os supostos autores e defendeu que eventuais responsabilidades sejam apuradas.
“Eu quero reafirmar aqui a esses ‘homens’ que eu questiono a sua masculinidade, eu quero dizer que a vocês cabe a nossa indignação e a nossa atitude”, afirmou.
A deputada também dirigiu uma mensagem às mulheres que eventualmente tenham sido atingidas pelo episódio e incentivou a formalização de denúncias.
“As mulheres não têm que ter medo, não têm que ficar em casa por conta desta lista, as mulheres precisam soltar a sua voz, precisam denunciar. Quem tem que ficar em casa e ser punido são esses estudantes”, declarou.
A Procuradoria da Mulher informou que continuará acompanhando o caso e as providências adotadas pelas instituições responsáveis.
Como a apuração citada pela parlamentar está sob sigilo, ainda não foram tornados públicos detalhes sobre o conteúdo da suposta lista, os envolvidos ou as medidas já adotadas pela Udesc.

