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Deputada critica prefeita de BC por nomear secretária “militante abortista”

Em discurso na Alesc, Campagnolo diz que Juliana enganou conservadores ao nomear Dagmara Spautz para a Secretaria Municipal de Comunicação

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Durante a sessão ordinária da Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc), realizada na terça-feira (3), a deputada estadual Ana Campagnolo (PL) criticou a prefeita de Balneário Camboriú, Juliana Pavan (PSD), pela nomeação de Dagmara Spautz para a recém-criada Secretaria Municipal de Comunicação. Segundo a parlamentar, a escolha contraria os princípios ideológicos defendidos durante a campanha eleitoral.

Dagmara Spautz deixou a NSC Comunicação para assumir, a partir de 3 de fevereiro, o comando da nova secretaria, criada pela prefeita Juliana Pavan ao elevar o antigo setor de Divisão de Comunicação ao status de secretaria. A mudança incluiu um reajuste salarial de R$ 8 mil para R$ 12 mil mensais.

No plenário, Campagnolo classificou a nomeação como um “estelionato eleitoral”, alegando que a prefeita se elegeu com apoio do eleitorado conservador, mas designou para o cargo uma profissional com posicionamentos favoráveis ao feminismo e à legalização do aborto. “Ou a prefeita mentiu durante a campanha, ou seus nomeados mentiram a vida inteira até aceitarem um cargo público, ou as duas coisas”, afirmou.

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A deputada exibiu no plenário publicações assinadas por Dagmara Spautz que, segundo ela, estariam em desacordo com os valores da direita. Ela também mencionou o caso de uma menina de 11 anos que teve a gestação interrompida legalmente, alegando que a secretária fez a cobertura jornalística em tom favorável ao procedimento.

Campagnolo ainda relembrou que Dagmara, no passado, havia feito críticas públicas ao uso de diárias por parlamentares, e que, após assumir o cargo público, solicitou quatro diárias no valor de R$ 1.300 cada para acompanhar a prefeita em agenda oficial em Brasília, contrariando — segundo a parlamentar — um decreto da própria prefeita.

A deputada afirmou ter alertado Juliana Pavan sobre a nomeação ainda em janeiro, via mensagem de WhatsApp, recebendo como resposta que a escolha se deu por “comprometimento técnico”. Campagnolo também citou duas polêmicas envolvendo a atuação da secretária: o episódio com um humorista Afonso Padilha e uma proposta de política pública sobre violência política de gênero, que acabou sendo retirada pela gestão.

“Prefeita Juliana, não esqueça: a deputada Ana está de olho no que você está fazendo aí, em respeito aos meus 6 mil eleitores em Balneário Camboriú”, concluiu.

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