Uma briga envolvendo regras condominiais e o uso de um totem na área comum terminou na interdição preventiva de um restaurante na Estrada da Rainha, em Balneário Camboriú, na tarde de quarta-feira (15). Segundo a Polícia Militar (PM), houve desordem generalizada com ameaça, dano, injúria e vias de fato, e o fechamento foi determinado para preservar a segurança de moradores e frequentadores. Ainda de acordo com a corporação, só nesta tarde foram registradas diversas ocorrências relacionadas ao endereço, que já acumula histórico de conflitos anteriores.
Conforme a PM, a confusão começou quando o zelador do condomínio, por determinação do síndico e com base em convenção e regimento interno, retirou um totem do restaurante que estava na área comum (inclusive sobre a vaga de carregamento elétrico). O proprietário do estabelecimento desceu ao térreo, houve discussão, empurra-empurra, ofensas, ameaças e relatos de agressões. Também foi registrada a danificação da porta da sala de administração do prédio (quebra de fechadura). As versões são conflitantes: funcionários do condomínio narram agressões praticadas pelo responsável comercial; funcionários do restaurante dizem que também sofreram empurrões dentro da sala de administração.
A PM afirma que, quando as viaturas chegaram, os ânimos já estavam mais contidos, mas o cenário e o histórico de chamadas motivaram a interdição preventiva do local, com respaldo legal e caráter cautelar. Foi lavrado Termo Circunstanciado para os envolvidos e intimações foram emitidas para audiência no Juizado.
A reportagem obteve vídeos que mostram o zelador removendo o totem e levando o equipamento até uma sala enquanto dois homens filmam; em outro registro, já dentro da sala, o zelador e outro funcionário do condomínio afirmam que a porta foi arrombada. As imagens confirmam ânimos exaltados e disputa em torno do totem e do acesso à área interna.
Um morador, que pediu para não ser identificado, relata que o condomínio proíbe totem na área comum e atendimento “porta aberta” sem agendamento. Segundo ele, uma assembleia deliberou que, em caso de descumprimento, o objeto deveria ser retirado.
O estabelecimento permanece fechado até nova ordem, segundo a PM. O caso será encaminhado ao Judiciário e outras medidas administrativas (posturas, alvará, sanitária) poderão ser avaliadas por órgãos competentes. A Prefeitura não informou, até a publicação, se fará autuações paralelas. O estabelecimento e os envolvidos não se manifestaram; o espaço segue aberto para posicionamentos.

