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‘Governador, me ajude’: ambulante apela ao estado após ser espancado por um Guarda Municipal em BC

Vendedor de rosas solicita medida protetiva e proteção policial para conseguir voltar a trabalhar sem medo

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O vendedor ambulante Devid Junior Santos Américo dirigiu um apelo público ao governador Jorginho Mello pedindo proteção do Estado e medida protetiva após afirmar ter sido espancado na Barra Sul, em Balneário Camboriú. Nos vídeos divulgados no fim de semana, ele diz temer novas investidas, sobretudo porque trabalha também à noite, e solicita providências que restrinjam a aproximação dos apontados e garantam acompanhamento contínuo até a responsabilização dos autores.

No fim de semana, o ambulante Devid Junior Santos Américo gravou vídeos em que reconstrói o episódio, identifica os dois agressores e pede proteção ao Estado. Ele afirma que trabalhava normalmente quando foi hostilizado e, na sequência, atacado em dupla, inclusive com o uso de uma garrafa.

“Quebraram um litro de whisky no meu rosto. Fiquei tonto, indefeso… Tentei correr e continuaram me agredindo”, relata. Nas imagens, ele aparece cambaleando na calçada enquanto, segundo diz, os golpes persistem do outro lado da rua. “No vídeo ele fala que é polícia”, afirma.

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Devid diz reconhecer os dois autores e descreve a ação como “na covardia”. Segundo ele, um dos homens teria se apresentado como guarda municipal durante a agressão; o outro, conta, “me pegou por trás”. O ambulante afirma ainda temer novas investidas por trabalhar também no período noturno. “Tenho medo. Preciso de proteção”, diz, ao pedir medida protetiva contra os dois.

Nos vídeos, o ambulante também qualifica o principal agressor, o suposto GM: “Ele é um cara muito perigoso… um monstro. Se não for parado, pode tirar a vida de pessoas”.

Pedido de proteção e apelo ao governador

Ao final do vídeo, a vítima faz um apelo direto ao governador Jorginho Mello: “Eu quero fazer um pedido pra autoridade maior do nosso estado que é o nosso governador Jorginho Mello. Por gentileza governador, me ajuda aqui nessa questão. Só quero que faça justiça pra que não venha acontecer e essas pessoas aqui vir um dia tirar a vida de uma pessoa e levar até uma pessoa a óbito. Me ajuda senhor governador, faço esse pedido agradecidamente”.

No apelo, Devid solicita medida protetiva e proteção policial para conseguir voltar a trabalhar sem medo. Ele afirma temer novas abordagens nas madrugadas. O pedido ao governador busca celeridade na investigação e garantias de integridade física, com providências que impeçam aproximação ou contato dos apontados com a vítima. Devid também pede que o Estado acompanhe o caso de forma contínua, assegurando que as medidas de proteção sejam efetivas até a conclusão do inquérito e a responsabilização dos autores.

Posicionamento da Guarda

Com a repercussão do caso no sábado (18), a primeira manifestação oficial da Guarda Municipal foi de que “a imagem não mostra claramente” a identidade do autor e de que a vítima ainda não havia procurado a corporação; mesmo assim, a GMBC informou ter determinado à corregedoria a apuração dos fatos, “uma vez que, se confirmada a participação de um guarda municipal, a atitude vai contra a conduta da GMBC”.

Nesta segunda-feira (20), a vítima compareceu à corregedoria da Guarda Municipal e reconheceu o suposto agressor. Após o ato, a corporação informou à reportagem que o procedimento seguirá o rito normal e que o servidor foi afastado das atividades em que estava, sendo remanejado para função interna na GMBC até a conclusão da apuração. Segundo a Secretaria de Segurança e Ordem Pública e a Guarda Municipal de Balneário Camboriú, foi oferecido suporte psicológico e de saúde à vítima.

Testemunhas vinculam o mesmo servidor a dois episódios anteriores: em Itapema, “uns tempos atrás”, quando teria sacado arma para um frentista; e em Porto Belo, em março de 2025, quando teria efetuado disparo contra um civil — fato que, segundo esses relatos, estaria sob investigação. As mesmas fontes afirmam que o caso de 2025 teria sido abafado à época e que o servidor foi retirado do patrulhamento e alocado na área de inteligência da Guarda, com bonificação específica do setor. Questionada sobre essas informações, a Guarda Municipal disse não ter conhecimento.

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