O homem acusado de matar a companheira, a advogada Karize Ana Fagundes Lemos, e esconder o corpo em uma área de mata foi condenado a 31 anos e 10 meses de prisão pelo Tribunal do Júri da comarca de Caçador.
O julgamento ocorreu nesta quinta-feira (10) e durou aproximadamente 15 horas.
Segundo a denúncia, o crime aconteceu entre os dias 28 e 29 de setembro de 2024, dentro da residência do casal, em Caçador.
Karize foi morta por asfixia. Depois do homicídio, o companheiro levou o corpo até uma área de mata próxima ao município de Palmas, no Paraná, onde o ocultou.
Os restos mortais da advogada foram encontrados somente em novembro.
Durante o período em que Karize esteve desaparecida, os familiares passaram cerca de 40 dias sem informações sobre seu paradeiro. Na sentença, a magistrada considerou que a situação prolongou o sofrimento da família e dificultou o processo de luto e despedida.
Durante o julgamento, o acusado alegou legítima defesa, o que levou ao reconhecimento da confissão qualificada.
Os jurados reconheceram o homicídio como quadruplamente qualificado por motivo torpe, emprego de asfixia, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio.
Além da pena em regime inicial fechado, o homem foi condenado ao pagamento de R$ 50 mil por danos morais à família de Karize.
Ele não poderá recorrer em liberdade. O processo tramita em segredo de justiça.

