Um homem foi condenado a 30 anos de prisão, em regime inicial fechado, por latrocínio cometido contra uma mulher em um motel de Brusque. O crime aconteceu em 24 de fevereiro de 2026 e terminou com a vítima gravemente ferida. Ela permaneceu em tratamento por meses, mas não resistiu às complicações decorrentes das lesões.
Segundo a denúncia do Ministério Público de Santa Catarina, o homem se encontrou com a vítima no motel, onde praticou o assalto, restringiu sua liberdade e a agrediu.
Após roubar o celular e outros pertences, ele deixou a mulher desacordada no quarto e fugiu do estabelecimento. Conforme os autos, o condenado pulou o muro e deixou o local em uma motocicleta.
Funcionários encontraram a vítima inconsciente e acionaram o Samu e o Corpo de Bombeiros. Ela foi socorrida em estado grave e permaneceu em tratamento até morrer meses depois.
Laudo ligou agressões à morte
A perícia concluiu que as complicações responsáveis pela morte foram consequência direta das lesões sofridas no dia do crime.
Durante a investigação, policiais também encontraram com o suspeito um cordão de identificação pertencente à vítima, que era autista. O celular e outros objetos dela também estavam em posse do homem.
Versões foram rejeitadas
Durante o processo, o réu apresentou versões diferentes para explicar o que havia acontecido.
Inicialmente, afirmou que a mulher teria sofrido uma queda acidental. Posteriormente, alegou ter agido em legítima defesa depois de ser atacado por ela.
As duas versões foram afastadas pela Justiça. Para o juízo, depoimentos, documentos e laudos periciais comprovaram a autoria do latrocínio.
Ao final, o homem foi condenado a 30 anos de reclusão, em regime fechado, além do pagamento de multa.
O magistrado também negou o direito de recorrer em liberdade e determinou a manutenção da prisão.

