Homem usa ofensas raciais contra síndica durante discussão e é condenado em Camboriú

Crime aconteceu diante da filha da vítima; réu recebeu pena de um ano e dois meses de prisão em regime aberto

PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
Siga-nos no Google News
Receba notícias de BC pelo WhatsApp

Uma discussão envolvendo moradores de um condomínio no centro de Camboriú terminou em condenação criminal depois que um homem dirigiu ofensas de cunho racial à síndica do prédio. O episódio ocorreu em maio de 2022 e foi julgado pela Vara Criminal da comarca.

O processo teve origem em denúncia do Ministério Público de Santa Catarina. Segundo os autos, as expressões foram utilizadas durante um desentendimento entre o réu e a síndica e atingiram diretamente a vítima em razão de sua raça.

A defesa argumentou que os dois já mantinham conflitos anteriores relacionados à administração do condomínio e tentou contextualizar o episódio dentro dessas desavenças. A vítima, testemunhas e o acusado foram ouvidos durante a instrução.

CONTINUA APÓS O ANÚNCIO

Ofensas não foram consideradas simples discussão

Ao decidir o caso, o juízo afirmou que conflitos condominiais anteriores não afastavam a natureza racial das palavras utilizadas.

Para o magistrado, as expressões não tinham relação apenas com divergências administrativas ou com uma discussão entre vizinhos. O conteúdo foi considerado claramente preconceituoso e ofensivo em razão da raça da síndica.

Outro ponto destacado foi a presença da filha da vítima no momento das ofensas. Segundo a sentença, a circunstância ampliou a humilhação sofrida pela mulher, que foi atingida em sua honra diante da própria filha.

Condenação ainda pode ser recorrida

O réu recebeu pena de um ano e dois meses de prisão, a ser cumprida inicialmente em regime aberto, além de multa.

A decisão é de 31 de julho e ainda não é definitiva, já que cabe recurso.

Receba notícias de BC pelo Telegram

Viva BC 62 anos

PUBLICIDADE

* Os comentários publicados são de absoluta responsabilidade de seus autores, e não devem ser entendidos como posicionamento do Camboriú News e seus editores.