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Manifestação contra o autoritarismo reúne milhares em Balneário Camboriú

Ato teve forte apelo político e religioso, com defesa da anistia para presos do 8 de janeiro e pedidos de impeachment de Lula e Alexandre de Moraes

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Uma manifestação contra o autoritarismo, organizada por grupos conservadores, reuniu milhares de pessoas na manhã deste domingo (3) em Balneário Camboriú. O protesto teve como pautas centrais as críticas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o pedido de impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do STF, e a anistia para os presos pelos atos de 8 de janeiro.

A concentração começou por volta das 10h na Praça Almirante Tamandaré. Vestindo verde e amarelo e com bandeiras do Brasil, os participantes entoaram palavras de ordem, cânticos patrióticos e orações. Estimativa extraoficial da Guarda Municipal apontou cerca de 10 mil manifestantes. O percurso seguiu pelas avenidas Alvin Bauer, Brasil e Atlântica.

O ato foi marcado por gritos como “Lula ladrão, seu lugar é na prisão”, “Nossa bandeira jamais será vermelha” e “Congresso omisso, povo presente”. Durante o trajeto, hinos nacionais foram cantados coletivamente, intercalados com falas políticas e orações públicas.

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Presenças políticas e declarações

O deputado federal Zé Trovão (PL-SC) participou do ato e afirmou:
“Isso aqui é sobre a liberdade de toda família brasileira, inclusive da liberdade econômica desse país”, incentivando os moradores a se manterem mobilizados.
O ex-deputado federal Rogério Peninha Mendonça também esteve presente e declarou:
“Nós só vamos mudar esse país se cada um de vocês vierem à rua, se participarem desse movimento.”

O ex-prefeito de Balneário Camboriú, Fabrício Oliveira, afirmou:
“Essa manifestação é a expressão daqueles que lutam pelo direito de se manifestar.”

Já o vereador Guilherme Cardoso (PL-BC), citado pelos organizadores como colaborador ativo da manifestação, foi ovacionado. Em entrevista, disse:
“Eu jamais conseguiria dormir bem sem apoiar esses meninos que organizam esse movimento há anos”, e declarou não temer represálias do Supremo Tribunal Federal.

Pautas e clima religioso

A manifestação teve como pautas principais:

  • O impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do STF;
  • O impeachment do presidente Lula;
  • A anistia para os envolvidos nos atos de 8 de janeiro;
  • O fim da “censura” e da “ditadura judicial”.

Com forte tom religioso, o protesto também incluiu orações públicas, como o Pai Nosso. Um dos organizadores declarou:
“Sabemos que não é apenas política. É uma guerra espiritual.”

Encerramento e mobilização futura

No encerramento, os organizadores convidaram os presentes para um novo ato no dia 7 de setembro, tratando o evento deste domingo como um “aquecimento”. Com a dispersão por volta das 12h, motoristas aderiram ao movimento com um buzinaço na Avenida Atlântica.

A Guarda Municipal acompanhou todo o trajeto, interditando vias e garantindo a segurança. Apesar de relatos de provocação, como o lançamento de água por moradores, o ato foi considerado pacífico pelos organizadores.

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