Os dois cães comunitários conhecidos como “Maninhos”, do Bairro Estaleiro, foram localizados neste sábado (30) após uma operação de buscas realizada pela Guarda Municipal de Balneário Camboriú.
O desaparecimento dos animais foi comunicado ao Departamento de Proteção Animal (Depa), da Secretaria de Segurança e Ordem Pública. A partir da informação, a Guarda Municipal iniciou as buscas por volta das 7h, mobilizando uma guarnição e um drone para auxiliar na procura, especialmente em áreas de difícil acesso.
O primeiro animal localizado foi o Maninho. Ele foi encontrado às margens da BR-101, na altura do Posto Apolo, bastante ferido. Segundo protetores que acompanham o caso, o cão apresentava ferimentos graves de faca e precisou ser resgatado para receber atendimento veterinário. O animal foi encaminhado à ONG Viva Bicho, onde permanece sob cuidados.
A Maninha, que havia desaparecido junto com o irmão, foi localizada posteriormente na Praia do Estaleiro. Ela estava bem e não necessitou de atendimento veterinário.
Os “Maninhos” são cães comunitários bastante conhecidos pelos moradores da região e fazem parte da rotina do Bairro Estaleiro. Segundo a diretora do Departamento de Proteção Animal (Depa), Patrícia Ferreira, os animais possuem vínculo com a comunidade e são protegidos pela legislação municipal.
“A legislação reconhece os cães comunitários e garante proteção a esses animais que vivem em determinado território e recebem os cuidados da comunidade. O que auxiliou a busca é que os dois animais têm tags com localizador. Os Maninhos são muito queridos pelos moradores e representam esse vínculo de convivência e respeito que existe no Estaleiro”, destacou Patrícia.
A atuação da Guarda Municipal permitiu que os dois animais fossem encontrados em menos de 24 horas após o desaparecimento.
Cães comunitários
Balneário Camboriú possui legislação específica para proteção dos animais comunitários. A Lei Municipal nº 4.436/2020 reconhece cães e gatos comunitários como animais que vivem em espaços públicos, mas recebem cuidados e proteção da comunidade. A norma garante direitos como abrigo, alimentação, água e assistência, além de reconhecer esses animais como parte da convivência comunitária do município.

