Um mandado de busca e apreensão foi cumprido em Balneário Camboriú na manhã desta quinta-feira (20) durante a Operação Cátaros, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) do Ministério Público de São Paulo para investigar uma organização suspeita de lavagem de dinheiro, falsificação de papéis públicos e organização criminosa.
A diligência em Balneário Camboriú contou com apoio do GAECO do Ministério Público de Santa Catarina e foi determinada pela Vara Regional das Garantias de Osasco (SP). Além da busca realizada no município catarinense, outros 20 mandados de busca e apreensão foram cumpridos no Estado de São Paulo.
Empresas de fachada e patrimônio de alto valor
Segundo a decisão judicial que fundamenta a operação, os investigados teriam utilizado uma estrutura complexa formada por pessoas e empresas para ocultar e movimentar recursos de origem ilícita.
A investigação aponta transações financeiras incompatíveis com a renda declarada pelos envolvidos, utilização de empresas de fachada e aquisição de patrimônio de alto valor. O objetivo das buscas é reunir novas provas que permitam aprofundar a apuração sobre a origem e a circulação dos recursos e identificar a dinâmica de atuação do grupo.
O Ministério Público não informou quem é o alvo do mandado cumprido em Balneário Camboriú, qual endereço foi vistoriado ou o que eventualmente foi apreendido durante a diligência.
Investigação está sob sigilo
O procedimento tramita sob sigilo judicial, o que impede a divulgação, neste momento, de detalhes sobre os investigados, valores movimentados, empresas envolvidas e bens que estariam sob apuração.
Segundo o Ministério Público, novas informações poderão ser divulgadas quando os autos se tornarem públicos.
Por que a operação se chama Cátaros
O nome “Cátaros” faz referência ao movimento religioso medieval que pregava a pureza espiritual. A denominação foi escolhida como contraponto ao esquema investigado, que, segundo a apuração, teria utilizado estruturas empresariais e financeiras aparentemente regulares para ocultar e dissimular dinheiro de origem ilícita.
Em Santa Catarina, o GAECO é uma força-tarefa coordenada pelo Ministério Público e integrada por Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Penal, Corpo de Bombeiros Militar e Receita Estadual.

