Balneário Camboriú apresentou no Senado Federal, em Brasília, as políticas desenvolvidas pelo município para atender uma população cada vez mais idosa e detalhou o projeto de um novo Centro-Dia e Centro de Convivência Social.
A apresentação ocorreu na terça-feira (11), durante audiência pública da Comissão de Direitos Humanos que debateu o Projeto de Lei nº 5.115/2025, voltado à implantação de Centros-Dia para idosos.
O secretário da Pessoa Idosa, Claudir Maciel, representou o município e apresentou um modelo estruturado em proteção, promoção e acolhimento.
Entre os serviços existentes está o Programa Abraço ao Idoso, que funciona 24 horas para atender situações de violência, abandono, negligência e violação de direitos.
Para o público idoso que mantém autonomia, a Secretaria oferece mais de 60 oficinas e atividades gratuitas nas áreas de esporte, cultura, lazer, saúde, convivência e qualidade de vida.
Já para situações de maior vulnerabilidade, o município mantém uma rede de acolhimento que inclui o Lar São Vicente de Paula e vagas contratadas em instituições credenciadas.
As ações são articuladas ainda com o Núcleo de Atenção ao Idoso, ampliando a integração entre os serviços sociais e a saúde.
Novo complexo será construído no Municípios
O projeto que deverá ampliar essa rede é o Centro-Dia e Centro de Convivência Social, previsto para a Alameda Delfim de Pádua Peixoto Filho, no Bairro dos Municípios.
O espaço será implantado no endereço onde atualmente funciona a Casa da Sogra e terá investimento estimado em R$ 6,7 milhões.
O projeto prevê aproximadamente 1.079 metros quadrados de construção, além das áreas externas.
O complexo contará com atendimento de Centro-Dia para idosos com maior grau de dependência, Centro de Convivência Social, salas multiuso, áreas para oficinas, espaços climatizados, quiosques, ambientes de convivência e cancha de bocha.
Inicialmente, a previsão é disponibilizar mais de 50 vagas.
Idoso poderá passar o dia no espaço e voltar para casa
A proposta do Centro-Dia é oferecer atendimento para pessoas que precisam de acompanhamento durante parte do dia, mas que não necessitam viver permanentemente em uma instituição.
Durante o período em que estiverem no local, os idosos poderão receber assistência e participar das atividades oferecidas. Ao final do dia, retornam às suas residências e mantêm a convivência com a família.
Segundo Claudir Maciel, o modelo permitirá preencher um espaço atualmente existente entre os programas destinados ao envelhecimento ativo e os serviços de acolhimento permanente.
“Estamos construindo uma política pública que acompanha a pessoa idosa em suas diferentes necessidades”, afirmou.
Obras podem começar ainda neste ano
A Secretaria da Pessoa Idosa pretende lançar a licitação da nova estrutura nos próximos meses.
Parte dos recursos necessários já está disponível a partir de parceria com o Ministério Público, e o município estuda utilizar um sistema construtivo que permita acelerar a execução.
A intenção, segundo o secretário, é iniciar as obras ainda em 2026.
Durante a passagem pelo Senado Federal, o município também defendeu que o envelhecimento da população seja tratado como uma política pública permanente, envolvendo ações de prevenção, convivência, saúde, proteção e acolhimento conforme as diferentes necessidades apresentadas ao longo da vida.

