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Casa das Anas: promotor conclui não haver irregularidades em ONG ligada à Bola de Neve de BC

Jean Forest destacou que apenas notícias de jornal não são suficientes para começar uma investigação sem provas documentais ou evidências concretas

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O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) encerrou a investigação sobre possíveis problemas no uso do dinheiro público por duas organizações: a Árvore da Vida, também conhecida como Casa das Anas, e o Instituto para Empreendedoras, ambas localizadas em Balneário Camboriú. O Promotor de Justiça Jean Michel Forest decidiu isso em 18 de junho.

A investigação começou porque algumas notícias nos jornais sugeriram que essas organizações poderiam estar usando o dinheiro da cidade de maneira errada. Mas, depois de olhar com cuidado todos os documentos e informações fornecidas pela Prefeitura de Balneário Camboriú, o MPSC viu que não havia motivos suficientes para continuar a investigação.

O Ministério Público pediu informações ao Prefeito e ao Secretário de Controle Governamental e Transparência Pública. Eles responderam com um documento, assinado pelo Subprocurador-Geral do Município, que trazia detalhes sobre como o dinheiro público foi usado pelas organizações investigadas. Depois de analisar tudo cuidadosamente, o MPSC não encontrou nenhuma prova de que o dinheiro foi usado de maneira errada.

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O despacho do Promotor explicou que o acordo entre a Prefeitura e a Árvore da Vida estava sendo seguido corretamente. Além disso, a Coordenadora da Secretaria de Controle Governamental e Transparência Pública, Marília Coelho da Rosa, explicou que a Prefeitura não tinha feito nenhum contrato ou parceria com o Instituto para Empreendedoras, acabando com qualquer suspeita sobre essa organização.

O Promotor Jean Michel Forest decidiu arquivar a investigação porque não encontrou nenhum ato que prejudicasse ou ameaçasse os interesses ou direitos protegidos pelo Ministério Público, especialmente em relação à administração pública. Ele destacou que apenas notícias de jornal não são suficientes para começar uma investigação sem provas documentais ou evidências concretas.

O Promotor também determinou que a Prefeitura de Balneário Camboriú e a Árvore da Vida fossem informadas sobre o arquivamento, e que um aviso fosse publicado no Diário Oficial do MPSC para que qualquer pessoa interessada pudesse recorrer da decisão em até 10 dias úteis.

DESDOBRAMENTOS

Toda essa situação começou a ganhar atenção no último mês de maio, quando surgiram notícias sobre possíveis problemas na Igreja Bola de Neve. As denúncias incluíam alegações de uso incorreto de recursos e comportamentos inadequados por parte dos líderes da igreja, o que gerou muitas especulações e críticas, prejudicando a imagem pública da igreja, especialmente durante a pré-campanha a prefeito do pastor Peeter Grando.

Peeter Grando defendeu a igreja, dizendo que as denúncias eram parte de um ataque político feito por seus adversários para prejudicar sua campanha. Ele afirmou que as acusações eram infundadas.

Além disso, houve uma crise conjugal envolvendo o fundador da igreja, o que teve grande repercussão. Isso levou o Pastor Natanael a deixar o ministério Bola de Neve. A igreja de Balneário Camboriú anunciou recentemente sua independência e mudança de nome para “Igreja Forte”, agora localizada na Avenida das Arapongas, no bairro Ariribá.

A equipe de Peeter Grando informou que, com o fim da Bola de Neve, Peeter deixará de ser pastor auxiliar e ainda não decidiu se seguirá a nova Igreja Forte ou se congregará em outra igreja. Natanael disse que Peeter está focado na pré-campanha e que o futuro dele será decidido depois.

SALÃO DE BELEZA FECHA AS PORTAS

Enquanto isso, o salão de beleza Ipê Beauty, de propriedade da filha dos pastores, anunciou que fecharia. Em um comunicado no Instagram, a administração do salão disse que encerraria as operações e devolveria as doações feitas ao projeto. O salão estava usando doações que deveriam ter sido destinadas ao Instituto para Empreendedoras para abrir um negócio privado, o que configura um possível uso inadequado dos recursos doados.

Um termo de quitação revelou que quase R$ 20 mil doados por uma pessoa foram usados para aluguel e reforma do salão, mas o salão não obteve as licenças necessárias para funcionar.

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