Levantamento mostra que ceia de Natal poderia ser 30% mais barata e presentes até 70%

IBGPT analisou itens presentes no Natal dos brasileiros para mostrar como a alta carga de impostos sobre os produtos favorece a desigualdade social e o acesso à comida farta na mesa e uma árvore de Natal com mais presentes

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Imagem ilustrativa
Thiago Alves, especialista em compliance tributário e diretor do IBGPT.

Levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Gestão e Planejamento Tributário (IBGPT) mostra que a ceia de Natal poderia ser pelo menos 30% mais barata e os presentes que estão sob a árvore, em alguns casos, poderiam custar metade ou até 70% mais baratos não fosse a alta carga de impostos sobre eles. O levantamento é feito pelo IBGPT como maneira de conscientizar a população sobre a alta taxação brasileira sobre o consumo que favorece a desigualdade social.

“O pernil custa o mesmo valor para o mais rico e para o mais pobre. A diferença é o quanto esse valor representa na renda dessa pessoa. Enquanto para um rico o valor parece irrisório, para as pessoas mais pobres, o imposto come uma boa fatia da pouca renda delas”, explicou o advogado Thiago Alves, especialista em compliance tributário e diretor do IBGPT.

Se sobre a mesa do Natal estará um pernil, chester ou peru, 29,32% é puro imposto. A tributação da lentilha não fica muito atrás, com 26,20%. O panetone e o vinho nacional são ainda mais taxados chegando a 34,63% e 44,73% de impostos, respectivamente. No caso de um vinho importado, o valor aumenta para 59,73%.

“Caso a pessoa queira seguir à risca as tradições, um peru para a ceia, vendido em média a R$ 13 o quilo nos supermercados, poderia custar R$ 7,29 sem o alto índice de tributação. Um espumante para findar o ano ao lado dos familiares, que custa aproximadamente R$ 50,60, contém 59,49% de impostos. Ou seja, poderia sair por R$ 20,50 sem a tributação. Quem sai com o melhor presente no Natal, assim como em outras datas comemorativas, é o Fisco”, aponta Alves.

Os especialistas em Direito Tributário que integram o IBGPT também analisaram alguns presentes procurados nesta época do ano. Mais da metade do valor de uma câmera fotográfica é puro imposto: 50,75%, enquanto em um óculos de sol 44,18% do preço é do Fisco. Os jogos de videogame ainda encabeçam a lista de produtos mais tributados chegando a 76,74%. Logo em seguida, o smartphone importado com 68,76% de incidência de impostos e o tablet, vindo do exterior, com 59,32%.

“Com esse levantamento, retomamos a discussão de que o Brasil, que possui uma das maiores cargas tributárias do mundo, precisa urgentemente de justiça tributária. Para isso, é necessário que o Governo Federal pense em uma reforma adequada e viável. Caso contrário, o brasileiro continuará pagando R$ 99,90 por uma árvore de Natal, por exemplo, cujo os impostos correspondem a 39,23% e que poderia custar R$ 60,71 sem a alta tributação”, finaliza Alves.

2 COMENTÁRIOS

  1. Impostos sempre existiram e são necessários, em qualquer tipo de governo no mundo.

    As comparações ai são ridiculas.

    Mas gostaria de respostas da turma do “é só tirar a Dilma”.

    Esta turma BLASFEMAVA contra os impostos altos…tinha até o impostometro…

    E iam acabar com a mamata….presidente, prefeitos e senadores comendo lagostas e afins em São Francisco do Sul enquanto morrem 1.000 por dia só de COVID…fora de fome, etc..

    Eu sigo fazendo sinal de ARMINHA, sempre que faço passa…..

  2. Os números estão completamente errados.
    Em smartphones importados, há um total de 72% de impostos.
    Se o preço final for 1400, o preço excluindo todos os impostos (ICMS, IPI, …) 814 e não 437 como indicado.

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