A Prefeitura de Camboriú emitiu, nesta semana, um alerta público à população a respeito de um suposto empreendimento chamado “Prédio Marina”, promovido por uma construtora da região. De acordo com a administração municipal, não existe qualquer autorização legal, pré-análise técnica, alvará de construção ou licença ambiental concedida para o projeto, que prevê a construção de um resort residencial, shopping center e até uma marina com acesso ao Rio Camboriú.
A nota oficial, divulgada nos canais institucionais da prefeitura, destaca que nenhuma intervenção na área urbana ou no rio foi autorizada e que todos os empreendimentos em Camboriú devem passar pelos trâmites legais junto à Secretaria de Planejamento Urbano e demais órgãos competentes.
“Reforçamos que qualquer novidade ou atualização sobre este assunto será devidamente informada pela Prefeitura de Camboriú, por meio de seus canais oficiais de comunicação”, diz o comunicado.
No entanto, o alerta da prefeitura foi publicado poucos dias após a própria Construtora Tonolher divulgar, em suas redes sociais, um vídeo em que o prefeito Leonel Pavan (PSD) aparece visitando o escritório da empresa, localizado em Balneário Camboriú. No vídeo, publicado em 25 de março, o prefeito surge reunido com representantes da construtora, discutindo planos para o futuro urbano da cidade e conhecendo o empreendimento Sky Marine Shopping, que, segundo a empresa, será erguido na Avenida Minas Gerais — uma das principais vias de entrada de Camboriú.
A publicação da construtora afirma que a visita “serviu para estreitar laços e fortalecer a confiança no futuro promissor da cidade”, dando a entender que o projeto tem apoio institucional. A menção explícita ao empreendimento e o tom de entusiasmo do vídeo contrastam com a seriedade e o teor cauteloso da nota emitida pela administração pública.
Até o momento, a Prefeitura de Camboriú não se pronunciou sobre a visita do prefeito ao escritório da construtora, tampouco explicou se o encontro teve algum caráter oficial. A omissão gerou repercussão entre moradores e interessados em investir no suposto projeto, especialmente diante da contradição entre a postura pública de alerta e a presença do prefeito no evento promovido pela empresa.
Diante da confusão, a própria prefeitura orienta a população a não realizar qualquer tipo de negociação ou investimento no empreendimento sem antes consultar a Secretaria de Planejamento Urbano ou o Departamento Jurídico do Município.