O vereador de Balneário Camboriú, Carlos Souza Fernandes, conhecido como Kaká Fernandes (Podemos), está sendo processado por dívida de pensão alimentícia que ultrapassa R$ 243 mil, referente a 71 parcelas em atraso. O processo tramita na Comarca de Biguaçu.
Segundo decisão proferida pelo juiz Rodrigo Fagundes Mourão, no dia 3 de abril, o vereador teria três dias para quitar a dívida ou justificar a impossibilidade de pagamento. Caso contrário, poderá ser preso por até três meses, nos termos do artigo 528 do Código de Processo Civil.
O processo é movido por Amabilly Rosini Fernandes, filha do vereador. Em petição protocolada no dia 24 de março, a defesa da jovem solicita, além da homologação do cálculo da dívida, o bloqueio de 50% do salário de Kaká Fernandes junto à Câmara de Vereadores de Balneário Camboriú, além de nova tentativa de bloqueio via sistema bancário judicial (SISBAJUD).
Afastamento e silêncio
Curiosamente, no dia anterior à intimação judicial, 2 de abril, Kaká Fernandes anunciou, durante sessão ordinária da Câmara, seu afastamento por 30 dias. O motivo apresentado foi o tratamento de saúde de sua esposa, que, segundo ele, precisará passar por exames e uma cirurgia de reconstrução mamária em São Paulo.
Na sessão, o vereador mencionou o histórico de câncer da esposa e aproveitou para anunciar a destinação de R$ 600 mil em emendas para a Rede Feminina de Combate ao Câncer.
Desde então, o suplente Arlindo Cruz assumiu a cadeira de Kaká na Câmara, no dia 8 de abril.
“Ele me ignora como filha”, diz Mabilly
Ao ser procurada pela reportagem do Camboriú News, Amabily Rosini Fernandes fez críticas diretas à postura do pai:

“Ele coloca que é a favor da família e preza por transparência, mas no Instagram dele está escrito ‘pai de duas meninas’. E eu sou o quê dele? Ele é pai de três meninas. Além de ter sido ausente a vida toda. Pra quem vai pra Disney duas vezes ao ano, não faz sentido negar dinheiro à filha. E negar à Justiça também”, declarou Mabilly.
A jovem relata uma convivência marcada pela ausência afetiva e financeira e afirma que o parlamentar não responde aos contatos nem reconhece publicamente sua existência.
Até o fechamento desta matéria, Kaká não deu retorno ao contato dos jornalistas.