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Diretor de fiscalização rebate acusações de vereador: ‘um moleque, um babaca, um mau caráter’

Sem apresentar provas, vereador Nilson Probst (MDB) acusou o diretor de fiscalização de andar ilegalmente armado

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Durante a sessão legislativa da noite de quarta-feira (24), o vereador Nilson Probst (MDB) levou acusações contra a equipe de fiscalização da prefeitura à tribuna da câmara de vereadores de Balneário Camboriú.

O oposicionista denunciou que os fiscais teriam recebido ordens para não fecharem quatro bares, e favorecer empresários amigos do governo. “Aos inimigos o rigor da lei, aos amigos o favor da lei”, classificou.

Além disso, o parlamentar disse ter recebido uma denúncia que o diretor de Fiscalização de Obras, Planejamento e Posturas de Balneário Camboriú, Matheus Rafaeli, estaria andando armado.

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Matheus se pronunciou dizendo que foi surpreendido pelas “inverdades” do vereador. “Na verdade ele é um vereador oportunista, que usa do momento, de uma situação delicada para fazer politicagem em cima de ações que vem dando certo”, defendeu-se. “Ele mesmo cita dois estabelecimentos que foram interditados mais de duas vezes, inclusive, dizendo que nós damos privilégios”, pontuou o diretor. “O vereador se demonstrou muito irresponsável. Um moleque. Um babaca. Um mau caráter”, referiu-se a Probst.

Ainda em sua defesa, e de todos os envolvidos, Matheus disse que todas as ações da fiscalização são gravadas em vídeos e fotos e que possui todas as provas dos locais interditados, que desrespeitaram as medidas de segurança, de isolamento social e aglomeração de pessoas.

“Boa parte das fiscalizações foram feitas junto com a Polícia Militar e com o Corpo de Bombeiros”, explicou. “Então ele foi totalmente irresponsável em sua fala. Quando ele falou de mim, ele acabou ferindo as outras instituições que estavam trabalhando junto conosco. Então, esse vereador, ele deveria calar sua boca, lavar sua boca, e parar de ser moleque. E crescer, parar de politicagem num momento tão delicado como esse”, finalizou.

TETO DE VIDRO

Se hoje, andar supostamente armado é um verdadeiro absurdo para o principal defensor do ex-prefeito Piriquito (MDB), há pouco tempo talvez não fosse. A denúncia que ele levou à tribuna, ressuscitou um assunto que rendeu muitas polêmicas há 5 anos, envolvendo o nome do próprio denunciante, vereador Nilson Probst, que possuía um assessor que andava ilegalmente armado. O caso aconteceu em 2015 e duas pessoas pessoas foram presas. Além do assessor de Probst, um cabo eleitoral de Marcelo Achutti (ex-PP, atual MDB) também foi preso em flagrante.

Na residência do assistente do vereador Marcelo Achutti, na ocasião, foi apreendido um boné da Polícia Militar, algemas, spray de pimenta e celulares. Já na casa do assessor de Probst, foram encontrados diversos materiais ilícitos, entre eles 15 celulares, rádios comunicadores, munições e dinheiro. Uma farda completa da Polícia Militar, distintivos da Polícia Federal, coletes balísticos, uma pistola calibre 380, um simulacro de revólver e um de fuzil também foram apreendidos.

De acordo com a apuração da polícia, os assessores faziam apreensões de armas e drogas que não passavam pelo registro oficial, através de ações forjadas com o apoio de policias investigados, envolvendo um sargento da PM que foi preso por envolvimento com traficantes.

“Aos inimigos o rigor da lei…”

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